quinta-feira, 31 de julho de 2014

Educação popular em saúde, em seu encontro internacional.

Ocorreu na semana passada o grande encontro internacional da educação popular em saúde, em Lagarto no Sergipe, a celebração do cuidado e das diversas formas de levar informação e cultura popular.
Poeta Alberto Lima, esta na educação popular em saúde, difundindo a literatura de cordel e a poesia popular.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

AOS CONTISTAS DE PLANTÃO!

 O Concurso de Contos Paulo Leminski, desde seu início em 1989, faz parte do Calendário de Eventos Culturais de Toledo e da Unioeste, e tem repercussão na área cultural e literária da cidade, da região e do país. A realização do evento é uma atividade conjunta entre a Unioeste - Campus de Toledo - e Prefeitura Municipal de Toledo (Biblioteca Pública Municipal). A inscrição de um conto, devendo ser obra original e inédita, no evento é gratuita e deve obedecer ao Regulamento, que pode ser consultado nos portais virtuais da Prefeitura Municipal de Toledo ,http://www.toledo.pr.gov.br, ou Unioeste http://www.unioeste.br/leminski , onde também são veiculadas notícias relativas a esse evento.
 Os três primeiros colocados, e também o melhor conto toledano - não estando este entre os três primeiros - recebem um prêmio em dinheiro e um certificado que atesta a respectiva premiação. Além desses, os contos indicados para menções honrosas também recebem um certificado que atesta essa indicação.

terça-feira, 3 de junho de 2014

www.poetaalbertolima.com seu novo site de cordel e muita poesia armada!

O poeta vai onde o Povo está!

   Emoção estética é o sentimento que uma obra de arte causa. Ela diz algo que seu observador muitas vezes não consegue expressar com palavras e traz como reação um misto de dúvida e encantamento. Em tempos de redes sociais e textos sintéticos, um grande desafio dos poetas é explorar para o povo essa emoção tão presente nas poesias. 
  
Poemas e poetas: estes assuntos trazem muitos questionamentos a todos que se envolvem com quem tem seu encontro com a poesia. O que é poesia? O que são poemas? O que são versos? Como ensinar a escrever poemas? Nosso objetivo, com este texto, não é esclarecer definitivamente essas questões, mas criar um espaço para a reflexão sobre elas antes de propor um caminho para o importante e necessário trabalho com poesia em sala de aula ou mesmo na praça.

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
Na dor lida sentem bem,

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


E os que lêem o que escreve,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
A dor que deveras.

 Fernando Pessoa.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014




No dia 15 de outubro de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, a Polícia Militar deteve mais de 200 pessoas de forma aleatória ou porque estavam sentadas nas escadarias da Câmara Municipal. Destas, mais de 60 foram autuadas pela Polícia Civil e permanecem presas, a maioria foi acusada de formação de quadrilha. Exigimos a imediata libertação de todos os presos políticos!

Começam a prender em protestos depois vão querer prender em suas casas, isso é ditadura!

Liberdade Já! 


Vou te contar cidadão 
São mais duzentos jovens
Que detentos em prisão 

terça-feira, 25 de junho de 2013

A revolta dos seres sem imagem.

Novo Cordel

A revolta dos seres sem imagem.


Em face dos últimos acontecimentos trago a você caro leitor, uma fabulosa história de perseguição e a falta de ética dos meios de comunicação com a verdade, noticiando somente o que o estado paga. Neste cordel se passa no mundo fantasioso de seres da mata que busca com protesto seu lugar no mundo.



Esse cordel traz revolta
com insulto popular
transgredir o que tá errado
pra o futuro transformar
a grande nação de todos
pois  acaba de acordar!

Trechos  do cordel:

Ou

A peleja do sariguê urbano



















domingo, 3 de fevereiro de 2013

A recitada!

Ele é o tal...

Antônio Abujamra é conhecido pela irreverência de suas encenações e por seu humor crítico em relação a tabus sociais. Começou no teatro amador, na peça Assim é se lhe parece, atuando no Teatro Universitário de Porto Alegre.
Como diretor, foi um dos principais da antiga TV Tupi e, como ator, teve atuação destacada.
Em 1998, esteve em Monte Carlo, principado de Mônaco, ao lado de celebridades como Claudia Cardinale, Annie Girardot eYehudi Menuhin, no júri do Festival Mundial de Televisão, como único latino-americano convidado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Fórum Educação em primeiro lugar em cordel e poesia Para Todo o Brasil.


Fórum Educação em primeiro lugar em cordel e poesia Para Todo o Brasil.


Encontro entre o ministério da educação e dirigentes de municípios baianos onde o Poeta Alberto lima, desenvolveu a sua oficina de produção literária em cordel, entre os participantes e no vídeo acima apresentando-se para os mesmo, além do ministro.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

REBUSCAR POESIA E VENDER SEU PEIXE É ISSO QUE O POETA FAZ!

VAI UNS VÍDEOS E TEM MAIS NO MEU CANAL DO YOUTUBE.

Poeta Alberto Lima, ao lindo fundo das montanhas de Amargosa-Ba.

Jackson Costa, na Praça de Cordel e Poesia da 
 10ª Bienal do Livro da Bahia

Poeta Alberto Lima, na Praça de Cordel e Poesia da 

 10ª Bienal do Livro da Bahia

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Primavera da Saúde! Literartura de Cordel

Carrissimos leitores tenho a satisfação de postar o termino de mais um trabalho bem sussedido entre este poeta popular e os gestores, o povo da saúde na 8ª conferencia estadual de saúde da Bahia; 3000 participantes e 100% de participação dos municípios.
 Lógico que saiu cordel, na verdade sairam 3 que iram ser rodados para conferencia Nacional da Saúde em dezembro. Brasilia.
Temos ai uma luta, a primavera que sucedeu as revoluções!
PRIMAVERA DA SAÚDE

oalbertolima@gmail.com   71 9906-1428












quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pois é carnaval!


Pois é carnaval!
Permito-me a escrever em ton de crônica, mas, as passagens deste enrredo são descritos de encontos de carnaval, no beco do cesar tawer (Ondina, Salvador, Bahia).
–Shirlei sacaninha do Engenho Velho de Brotas, três dias de carnaval; o feijão com mocotó em Água de Meninos (Feira de São Joaquim), revitalizava seus músculos fatigados pelo exesso de frenezi de 72 horas concecutivas!
Paco, subversivel e bastante negligente com seu irmão Jesus, que é um jovem; neste domingo, 27 de fevereiro de 2007, completara treze anos e meio. Jesus é abordado por uma loira compulenta com seios fartos e um forte apetiti por cocaína, a safadinha faz de tudo pela droga; dizem até que ela é facinado por popoarismo.
Miguel Gonzaga apresentou Tobias à Jesus, com farta eloquencia Tobias declamava suas respostas em verso, por infimo que fosse a resposta “tipo sim ou não” porem, seus versos não eram redondos, muitas rimas toantes e palavras repetidas. Mesmo assim não parava de versar.
Shirlei encontra Baê, uma pessoa de não sei de onde, entretando inspira confiança, vão para a ponta do belvedere ao atlântico (beco do cesar tawer) e furnicam de maneira composta e discreta (Shirlei abre o ecler da bainha do seu micro-short da Ciclone).
Jesus bastante exitado co’a mão da loirona em suas costas por d’baixo da camisa; diz a pedófila:
–Ô meu anginho, vamos sair debaixo deste poste, vamos pra aquela (sussura no ouvido de Jesus) eu quero mixar.
Jesus numa frase bastante repetida:
–Faço o que você quiser!
>
A Loira senta no batente de 80 centimetros e de pernas abertas puxa o mancebo sussurando:
–Me faz mixar...
Enquanto isso Miguel Gonzaga feixa um enorme baseado de prensada pois, no periodo de carnaval a policia intecifica na busca de maconha natural e solta, logo, o que sobra é a merda da maconha cheia de químicas do Paraguai, meleficio que nenhum “gestor de redução de danos” resolverá? Hipocresia!
Miguel Gonzaga, numa crise de tóci por conta da “prensada”; Poco chega e depara-se com Miguel Gonzaga e diz:
–Lastimavel... onde esta Jesus?
Tobias, corta-o:
–No escurinho da fela
Todo enfiado o menino
Lugar bem quentinho
Com loira que é aquela
Danado seu irmãozinho?!
Paco sacana que só, vai pelo barranco esgueirando por detras de Jesus, fujindo do alcance de visão do irmão. Esgueirando, por detras da loira, que praticava em Jesus a Garra do Tigre (Pomponharismo), sem que Jesus pude-se ver roste o de Paco, ele anunciou um assalto com a voz modificada:
–Perdeu disgraça!
Com o susto a loira prensou o menbro genital do jovem, em misto de dor e desespero debati-se para fora da loira e sem susseço, Paco fala:
–Tú é safada, né?
–Tenho aids –disse a loira– e transo sempre com camisinha!
Viva o carnaval!

sábado, 18 de junho de 2011

Alberto Lima campeão do Grande Concurso Cultural.


Alberto Lima campeão do 
Grande Concurso Cultural.


Foram definidos os classificados nas categorias Sanfoneiro, 
Repentista e Cordelista


Já foram definidos os finalistas do concurso cultural “Alegria e Cultura de Verdade”.  As eliminatórias do evento, que foi promovido pela Rádio Sociedade em parceria com o Shopping Piedade, foram realizadas entre os dias 13, 14 e 15 de junho. Os três primeiros classificados entre as categorias Sanfoneiro, Repentista e Cordelista decidirão o título na próxima segunda-feira (20), a partir das 14h, na Praça do Coração (Piso L2) do Shopping Piedade.

Finalistas
Os classificados na categoria melhor Sanfoneiro foram: Val Rios, grupo Forró Serra Norte e Agnaldo Francisco. Entre os Cordelista,  Alberto Lima, Jotacê Freitas e Creuza Meira foram os selecionados. Já na categoria melhor Repentista, o prêmio será disputado por Leandro Tranquilino, Antônio Queiroz e Paraíba da Viola. Todos eles decidirão a competição na próxima segunda-feira.
O júri escolheu os finalistas a partir da criatividade da letra ou texto, melodia da composição, capacidade de improvisação, interação com o público, desenvoltura, adequação ao tema proposto e afinação vocal e dos instrumentos.
Prêmios
O primeiro colocado da categoria Sanfoneiro terá como prêmio uma sanfona nova, enquanto que o repentista vencedor ficará com um violão. Entre os cordelistas, o grande campeão receberá uma impressora. Todos esses vencedores ainda levarão para casa um aparelho televisor LCD de 40 polegadas.

Todo o concurso foi transmitido ao vivo pela Rádio Sociedade durante o programa Show da Tarde, apresentado por Waldo Silva.

Cordelistas Participantes

João Augusto
 Maysa Miranda
 Alberto Lima
 Creusa Meira
 Jotacê Freitas
 Zuzu
Pilô
Antônio Barreto


Publicada por Ruan Melo às 12:42, 17/06/2011
http://www.radiosociedadeam.com.br/portal/noticia.aspx?nid=75538

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vocês querem putaria? Então toma!

Este cordel de Manuel Moteiro "Maria Garafada" foi-me uma inspiração para escrever A Mulher Que Matou o Marido Para Amancebar Com o Jumento Querido, para vocês meus caros leitores que já viram ao vivo ou mesmo pelo link do youtub, leiam este cordel e me diga se não é extremamente mais escroto...
 

literatura de cordel
 
Maria Garrafada

MESTRA DO AMOR, PECADORA E SANTA
Autor: Manoel Monteiro
Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel   


-01-
O século passado foi
Rico em criar personagens
Dos mais diversos matizes,
Das mais típicas linhagens;
Destacando, a lira arguta
Vai render a uma puta
As mais justas homenagens.


-02-
CAMPINA GRANDE cresceu
Graças a força empenhada
Por forasteiros e filhos
Desta terra tão amada,
Dentre os nomes que se inscreve
Um � quem CAMPINA deve
É MARIA GARRAFADA.
-03-
T
odos deram ajuda GRANDE
Para construir CAMPINA
E MARIA GARRAFADA,
Logo cedo, bem menina,
Instalou próspero empório
Que tinha como escritório
As entranhas da vagina.


-04-
MARIA foi tão somente
MARIA só, e mais nada,
Alquimista intuitiva
Criou meizinha afamada,
Que fabricava e vendia
A qual deu-lhe o nome um dia
De MARIA GARRAFADA.
-05-
MARIA sem sobrenome
Sem passado ou tradição,
Sem procedência importante
Sem orgulho ou ambição
Sem apegos e sem laços
Viveu de vender pedaços
Do seu grande coração.


-06-
Ela que mercadejava
O amor por atacado
Sabia os riscos que corre
Quem vive nesse mercado
Mesmo porque muitas vezes
Viu alguns dos seus fregueses
“Comprar produto” estragado.
-07-
Antes da penicilina
A pessoa “premiada”
Com uma venérea estava
Numa tremenda enrascada
Da qual por vez não saia,
Para ajudá-los, MARIA,
Formulou a GARRAFADA.


-08-
Ela que portava o mal
Também ofertava a cura
Não tinha culpa de ser
Objeto de procura,
Corria riscos constantes
Igual, ou mais que os amantes
Nessa vida de aventura.
-09-
MARIA nos verdes anos
Fez da profissão antiga
Um sacerdócio e um bem,
Afável, doce e amiga;
Na idade matutina
Doou-se inteira � CAMPINA
Como prima-rapariga.


-10-
No bordel de um leito só
Era um vai-e-vem diário
De gente importante e rica,
Camponês e proletário,
Velho fazendo mestrado
E jovem pouco ilustrado
Fazendo o curso primário.
-11-
No Beco da Pororoca
Instalou seu paraíso
Aonde CAMPINA-homem
Baixava, quando preciso,
Na ânsia de conhecer
Os mistérios do prazer
O amor pleno e conciso.


-12-
� Numa cama pobre e tosca
Sob a luz bruxuleante
Duma lamparina acesa
Com sua chama ondulante
Esfumaçava paixões
De imberbes rapagões
Nas mãos de MARIA amante.
-13-
MARIA, corpo de louça,
Olhos ternos, voz serena,
Mãos de fada na carícia,
Parceira de Madalena
Nessa profissão sem nome
A não ser que você some
Nomes que vão a dezena.


-14-
As prostitutas do mundo
Muitos outros nomes têm:
Um, Mulher da Vida Fácil
Pois acham que vivem bem,
Mas isso é pura besteira,
Quer ver se a vida é maneira?
Caia na vida também.
-15-
Catraia, quenga, piranha
É assim que o povo chama,
Biscate, puta, rameira,
Quebra-galho, mulher-dama,
Mas sendo em sociedade
Ganha nova identidade
Pra ser Moça de Programa.


-16-
A puta é como o palhaço
Que jamais pode deixar
T
ransparecer seus problemas
Para não contrariar
Os que querem diversão
Mesmo porque a função
Precisa continuar.
-17-
MARIA igual a Maria
Aquela da Palestina
Também sofreu seus tormentos
Mas sem maldizer a sina,
Padeceu no paraíso,
Se triste, fez-se em sorriso
Pelas noites de CAMPINA.


-18-
Foi namorada e amante,
Conselheira e confidente
De uma cidade inteira
Rica de bens, mas carente
De um corpo disponível
Que aceitasse passível
O desfrute permanente.
-19-
MARIA dava de graça,
Por muito, ou pouco dinheiro,
Seu negócio era manter
Os fregueses do puteiro
Onde era Mestra e Doutora,
Dona, serva e criadora
Do comércio pioneiro.


-20-
Numa ruazinha estreita
MARIA fez o seu ninho
Onde – vendia um “pedaço”
do corpo – ou dava todinho,
Alma, vida, coração,
Mais amor, e mais paixão,
Mais ternura e mais carinho.
-21-
“Comprar” mulher não é coisa
Que se chame novidade,
Você “compra, paga e usa”
Quando bem lhe dá vontade,
“Come” e fica satisfeito
Mas deixa do mesmo jeito
Pra outra oportunidade.


-22-
Desse-lhe um copo de vinho,
Uma dose de licor
Ou uma pequena cédula
Do mais ínfimo valor
Isso bastava a MARIA
E ela retribuía
Com uma taça de amor.
-23-
Estava sempre ao dispor
Quer de noite, quer de dia,
Era só bater de leve
Ela solícita atendia,
Para a cidade carente
MARIA literalmente
Pernas e portas abria.


-24-
Na alcova MARIA
foi Passiva, ativa, instrutora,
Recatada, libertina,
Maternal e professora
Por isso reconhecida
MARIA foi nessa vida
A mais Santa-pecadora.
-25-
MARIA ensinou CAMPINA
A arte da putaria,
Moça cair na fuzarca,
Rapaz “chupar” porcaria;
Velho quando estava seco
Era só passar no Beco
E afogar-se em MARIA.


-26-
Muitas damas da cidade
Hoje matronas casadas,
Com esposo/filhos, netos,
Proles bem estruturadas;
Não esquecem que um dia
Foram da Mestra MARIA
Alunas bem aplicadas.
-27-
Estou relembrando isso
Mas sem recriminação,
Quem deu, se deu porque quis,
Por amor, ou precisão,
Deu uma coisa que dando,
Não diminui, vai somando
Prazer e satisfação.


-28-
Também muitos cavalheiros
Dos quais ninguém desconfia
Freqüentando a Pororoca
Forçaram na fantasia,
Em noites de vinho e tara
Findaram metendo a cara
Entre as pernas de MARIA.
-29-
Nesse caso eu digo o mesmo,
Se fez e fez porque quis,
Sem MARIA forçar muito
A cara do infeliz
Não vou condenar ninguém
Pois cá pra nós, eu também
Algumas besteiras fiz.


-30-
Mesmo o passado só serve
Para lembrar no futuro
E aquilo que se deu
Numa alcova ou quarto escuro
Só aos dois interessa
Sendo melhor que a conversa
Jamais ultrapasse o muro.
-31-
Homem vence touro brabo
Mas a mulher o “derruba”
Anotem, pois alguns nomes
Dos que fizeram suruba
Com MARIA GARRAFADA:
- Seu Terto passou noitada
Com Severo e Carnaúba.


-32-
Francisco da Marinete,
Carlos, dono do Abrigo
Numa noite fraquejaram
Igualzinho � seu Rodrigo
Que ao lembrar-se do Beco
Ficava engolindo em seco,
Porque? Eu sei, mas não digo.
-33-
Dr. William de Brito
Ilustre cardiopata
Numa noite de gandaia
Bebeu que meiou a lata
Depois caiu na orgia
E lambeu tanto MARIA
Que ficou de venta chata.


-34-
O industrial Serginho
Aquele da Tecelagem
Era lambedor de fama
E contava pabulagem;
O Chefe da Estação
Num concurso de chupão
Ganhou com 10 de vantagem.
-35-
Mesmo arriscando o pescoço
De delatar eu não fujo
Pois MARIA me contou
Que o empresário Araújo
Nas noites que a visitava
Dificilmente escapava
Sair de bigode sujo.


-36-
Na lista dos lambe-lambe
Estão Quirino e Lindolfo,
Anézio, Mário e Luiz,
Asdrúbal, Santos, Rodolfo,
Tavares, Costinha, Paulo,
Wanduy, Marquito, Saulo,
José, Valdez e Sindolfo.
-37-
Alfredo da Padaria,
T
enório, Cícero, Cabral,
Antunes que ajudava
As missas da Catedral;
Segundo contou MARIA
A relação encheria
Um caderno de jornal.


-38-
Por favor, não vão sair
Suspeitando de ninguém
Porque os nomes acima
São fictícios e quem
Vai fazer o papel feio
De mostrar o erro alheio
Se tem seus erros também?
-39-
Os nomes foram trocados
Mas a história é real,
O Beco da Pororoca
Por décadas foi o local
Onde se achava MARIA
E a cidade fazia Repetido bacanal.


-40-
Na Escola da Pororoca
A estudantada via
Uma oportunidade
De aprender anatomia,
MARIA ensinava tudo
Era o compêndio de estudo
Onde a moçada aprendia.
-41-
Foi desgastando-se aos poucos
De tanto ser folheada,
Cada ruga que surgia
Era uma folha rasgada,
Chegando ao final do conto,
Resta uma cruz, como ponto,
De MARIA GARRAFADA.


-42-
MARIA, jovem, vendia
Beleza, lascívia e graça
E quando passava enchia
De brilho os olhos da praça
Mas o tempo foi passando
E MARIA foi ficando
Como vitral que se embaça.
-43-
Seus trejeitos sensuais,
Seus meneios provocantes,
Seu corpo de saciar
A sede de mil amantes
Dando amor e recebendo
Aos poucos foi perdendo
As belas formas de antes.


-44-
MARIA, Santa MARIA
Deu a cidade que amou
Seu corpo em flor de menina
Assim que desabrochou,
Mas como tudo é furtivo,
Um dia, assim, sem motivo
MARIA inerte, murchou.
-45-
CAMPINA sentindo falta
Da puta mais festejada
Mestra na arte sublime
De dar prazer � moçada
Por ser de pleno direito
Queda-se rendendo um pleito
A MARIA GARRAFADA.


-46-
CAMPINA cidade obreira
Feita por gente impoluta
É GRANDE porque nasceu
Com muito trabalho e luta
De criadores, tropeiros,
Filhos natos, forasteiros,
Índio, branco, preto e puta.
-47-
M – ÁRIA, estes versos são
A – minha humilde oferenda
N – ão devo esquecer que em vida
O – teu corpo esteve � venda;
E – ras Santa e dissoluta,
L – inda, pecadora e puta,
M – ULHER, mulher, rica prenda.