sábado, 22 de maio de 2010

Confira o cordel a mulher que matou o marido pra amancebar com jumento!

Como é de desejos de todos não serei acanhado de postar tamanha frecura num momento instavel de lucidez mas, assistam... ↓↓↓↓↓↓↓ click no texto em VERMELHO ABAIXO↓↓↓↓↓↓↓

A mulher que matou o marido pra amancebar com o jumento

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Novo cordel: Territórios quilombolas da Capital, que se tornaram concretos para porcos ricos

Territórios quilombolas da Capital, que se tornaram concretos para porcos ricos.


Se você não vê, não sente
O que está acontecendo
na bela São Salvador
dos muitos prédios crescendo
no horizonte vertical
e o poder amolecendo

em concessões e coisa e tal
interesses do Barão
tem arvoredo e faculdades
com família mudarão
onde tinha os bichos
pra linda grande mansão.

Assim, produzindo lixos
pra sua nobre mordomia
e os arvoredos morrendo:
uma aranha ali existia,
espécie rara e mui bela
pra “Alfavili” moradia.

Acabou-se pobre aranha,
primeiro plano - dinheiro.
E pouco importa o resto!
O futuro dos herdeiros
as crianças de amanhã.
—Valei-vos como guerreiro!

Se pergunta, justifica-se:
—O crescimento econômico
é a mais valia, sim senhor,
pois vejam que lá é anatômico:
o crescer ta é na paralela,
o cimento é poder atômico.

Devasta concreto nela...!
sem falar, em aquecimento,
detona nossa cidade
saúde com sofrimento,
sistema respiratória
tortura sem argumento.

Canalhas, sem oratória!
tem no bolso vereador,
deputado e os empresários
tem seu sistema usurpador,
que corrompe o honesto
que destrói com esplendor.

Nos poucos que nos reserva
Não tem que acreditar?
Nem tão pouco uma plantinha
na paralela, restar.
Desgraçado do burguês
Quer roubar seu habitar.

Nem pra vim uma “disgraça!”
Ou desastre naturá,
mesmo como aranha foi,
ceifando-os à aniquilar!
Com doença tropical
pra consciência zerar!

Só que este cordelista
mora na federação:
se preocupa coa cidade,
se tocou desse ação
dos ladrões da natureza
quê não sabem ouvir não!

Da natureza desgastada
e pessoas entendidas
que sabem do mau revez,
estragando nossas vidas
num futuro muito próximo...
Péssimas vindas e idas.

Vejam nosso Pituaçú,
parque extraordinário,
com vastos quinze quilômetros,
ciclovia e canários,
rica biodiversidade...
Avalia imobiliário,

especulador, facínora
com lotes, vêem vantagem:
O lucro é exacerbado,
Querendo, assim, eles agem
na cautela do lobista:
povo fica sem passagem,

quando burguês vem e loteia,
fecham as ruas pra eles,
lá, na casa do caralho!
Nem sempre empregadas deles
e o pobre tem que dar volta
cum sol fervente daqueles.

Cordel serve de denúncia,
pois fique você sabendo
duma avenida “gran’nova”
que cortará, metendo
no Pituaçú estrada
com lixo submetendo.

Na ponta, está o “Alfavili;”
na outra está o Imbuí,
ligação mais que perfeita
como cachaça e cambuí
ou caviar e o salmão
pra burguês do Iguatemi:

pense na pobre desgraça
de se ter esta avenida
será principio do fim
natura submetida
aos motoristas imundos
que destruirão na ida.

Nossa Salvador é NEGRA
e pra sua informação
o Cabula e paralela
lá, naquela região
quilombos se organizaram,
Lutaram na contra mão

da maldita escravidão,
oprimindo tanta gente
grilhões e chicotadas
mas, negro tinha em mente
ser livre na nova terra
e com índio foi parente

de luta na paralela
dessa vida escravizada
até hoje permanece
nesta luta embolada
quilombolas, resistência!
continua caminhada

contra gente miserável:
na década de noventa
usavam de argumento.
— Ecologia que sustenta
nossa vida “bla-bla-blá!”
— E o NEGRO que se a arrebenta!

Expulso de sua terra
para ricos se apossar
e derrubaram terreiro
de candomblé, acolá
os seus prédios luxuosos
que não da nem pra avistar

pois estão escondidos
na mata que era quilombo
levantai-vos nosso povo!
Num vôo rasante de pombo
contra esta opressão
que nem chicote no lombo!

Agora me despeço
Livre pássaro voador
Batendo as minhas assas
Em direção do esplendor
Radiando poesia
Também com alegria
O que faço tem valor.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cachoeira e São Félix.
Recôncavo Baiano.


Cena indescritível é a da chegada às cidades baianas de São Félix e Cachoeira, parece que estamos entrando num cenário cinematógrafico de filme de época. Separadas pelo rio Paraguaçu que nasce na Chapada Diamantina e ligados por uma ponte de ferro (Rodoferroviária) construída por ingleses e inaugurada por D. Pedro II em 1859, os municípios têm belíssimos prédios coloniais.CachoeiraEm uma volta rápida pelo centro da cidade é possível ver a riqueza dos detalhes das construções como o prédios da Santa Casa (1734), a Capela de Santa Bárbara, o Chafariz Imperial (1827), a Igreja da Ordem Terceira do Carmo (1724), a Matriz Nossa Senhora do Rosário e o sobrado da Irmandade da Boa Morte (grupo remanescente de escravos, composto só de mulheres negras, primeiro terreiro de candomblé do país). Tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1971, passou a ser "Cidade Monumento Nacional" e depois de Salvador é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico do estilo barroco.No século XIX Cachoeira teve projeção na história política nacional. Dali ecoaram os primeiros gritos contra a opressão portuguesa, visando a criação de um movimento organizado em prol da independência do Brasil. Foi a Câmara Municipal de Cachoeira que, em 1822 proclamou D. Pedro “Príncipe Regente do Brasil”. A cidade foi capital da Bahia independente durante 16 meses, assim como em 1837, durante a Revolta da Sabinada.Por toda sua representatividade, nos dias 25 de junho Cachoeira é oficialmente a sede do governo da Bahia. A lei estadual que determina a transferência foi criada em 2007 e em 25 de junho de 2008 o governador e seu secretariado já despacharam da nave principal do Convento do Carmo.De acordo com o historiador Luís Henrique Dias Tavares, no livro “Independência do Brasil na Bahia”, em 22 de junho de 1822, uma canhoneira portuguesa que protegia o rio Paraguaçu abriu fogo contra o reduto independentista baiano, deixando vários mortos. “Logo após os primeiros tiros da canhoneira começou a luta para silenciar a embarcação de guerra, aprisionar o seu comandante e marujos e desarmar e prender os soldados e os portugueses que haviam feito disparos. Assim começou a guerra pela Independência do Brasil na Bahia”, descreve.E ainda falando dos portugueses, na rua 13 de maio, no Centro Histórico de Cachoeira fica um lindo prédio do século XVII que serviu de hospedagem para o Imperador D. Pedro II, em 1858 e para a Princesa Isabel e o Conde D'Eu em 1885. Hoje reúne mais de 13 mil peças de entre xilogravuras e matrizes, cópias assinadas e não assinadas de uma das personalidades que viveram na cidade, o alemão Karl Heinz Hansen, o Hansen Bahia. Marinheiro, escultor, poeta, escritor, cineasta, pintor e xilógrafo adotou o Estado até no nome.Além da importância histórico-política a cidade também é palco de uma das principais manifestações do sincretismo religioso do país: a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte. O evento ocorre todos os anos no mês de agosto (neste ano entre os dias 13 e 17, confira programação clicando aqui). O calendário da festa inclui missas e procissões representando o falecimento de Nossa Senhora e também apresentações do Samba de Roda. Este último, uma mistura de dança, poesia, música e festa que é ligado ao culto aos orixás, é considerado “Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade” pela UNESCO.O ritmo afro-brasileiro nasceu no Recôncavo baiano por volta de 1860. "O samba nasceu lá na Bahia, se hoje ele é branco na poesia, ele é negro demais no coração.", diz a música do poeta Vinícius de Moraes.Ícone de Brasil, o mais famoso ritmo nacional, o Samba (e seus variantes), teve como base o Samba de Roda nascido nos contornos da Baía de Todos os Santos.